BASQUETE DO MACKENZIE DÁ SHOW DE INCLUSÃO

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No primeiro domingo de maio, atletas do Mackenzie disputaram uma partida especial, no circuito Savassi Criativa, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Jogadores da equipe de basquete enfrentaram a Associação Mais Acessível, também fazendo o uso de cadeiras de rodas.

O evento fez parte da programação “Maio Amarelo”, que tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito. A partida foi, também, uma forma de incentivar a inclusão social e valorizar o esporte em todas as categorias. É a segunda vez que o basquete do clube participa de ações como essa.

Eduardo Junior de Sousa, atleta do clube, contou a experiência: “perdemos todas! Controlar a bola e guiar a cadeira, ao mesmo tempo, é muito difícil. Eles são um exemplo. E a gente aqui, reclamando por pouca coisa.”

Daniel Goncalves, que sofreu um acidente aos 10 anos de idade, é atleta da associação e vê, em amistosos como este, um estímulo para os dois lados: “mostrar que somos capazes, incentiva outras pessoas que tem deficiência a praticar o esporte e também é legal para os garotos do Mackenzie valorizarem a vida que tem. A gente vê muitos jovens nessa idade reclamarem por coisas simples”.

Isac Oliveira Lopes, jogador do Mackenzie, concordou: “essa partida foi uma lição de vida pra mim! Eles estão fazendo o que gostam, mesmo sem poder andar. Foi legal pra caramba ter participado”.

Os cadeirantes que estiveram na ação contaram como o esporte melhorou a qualidade de vida deles: “depois de perder os movimentos das pernas, eu só ficava em casa, triste. Minha vida estava sendo perdida”, contou Jailton Cardoso. Tiago Freitas, que pratica basquete e tênis de mesa, completou com a importância da atividade para o físico: “nós ficamos quase sempre sentados e isso engorda. É fundamental ter uma atividade regular”.

Na Associação Mais Acessível, os atletas do basquete treinam durante duas horas, três vezes por semana. Para o presidente, Leonardo Matos, também cadeirante há 40 anos, a maior dificuldade do esporte paraolímpico é o investimento: “a cadeira para a disputa regulamentada do basquete é especial, cada uma custa em média 4 mil reais. É difícil levantar esse dinheiro para os oito atletas da Associação poderem participar de competições estaduais e nacionais”.

O técnico do time Mackenzie, Rappa, torce pela Associação e incentiva eventos como este: “é importante para a socialização dos atletas. Fundamental, além da prática, vivenciar esse tipo de experiência, respeitar os colegas com necessidades especiais e ajudar no que for preciso”, comentou.