MACKENZIE FICA ENTRE OS SEIS MELHORES TIMES DO BRASIL

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A segunda edição do Campeonato Brasileiro Interclubes de Voleibol Feminino Sub-16, também viabilizado pelo CBC, foi um sucesso! O torneio aconteceu entre os dias 23 e 29 de novembro, reunindo 18 equipes de oito estados do país. Com a presença de grandes agremiações como Flamengo, Fluminense, Bradesco, Praia, SADA, entre outros, mais de mil pessoas acompanharam as partidas no ginásio do Mackenzie.

O vice-presidente do Comitê Brasileiro de Clubes, Paulo Maciel, explicou a importância a médio prazo de competições como esta: “esse trabalho só vai aparecer bem daqui a dez, doze anos. Mas é um trabalho que eu fico muito satisfeito que está sendo feito aqui no Mackenzie, com garotas de todo Brasil, que é o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro”.

Para o presidente do Mackenzie, Carlos Rocha, tal reconhecimento é consequência de um empenho constante do clube: “há 75 anos, formamos não apenas atletas, mas também cidadãos. Sediar campeonatos brasileiros de duas modalidades, durante um ciclo olímpico, é gratificante e o fazemos sem medir esforços. Queremos que sejam mais do que oportunidades para os participantes, mas uma experiência inesquecível profissionalmente e socialmente”.

Nesta edição, o Fluminense sagrou-se Campeão Brasileiro, após derrotar a equipe do SADA Vôlei, por 3 sets a 2, em uma final emocionante. O clube carioca já havia subido ao pódio em 2017: “ano passado a gente ficou em terceiro lugar, perdemos para o Praia Clube, um grande time que foi campeão. E este ano o nível aumentou, está bem equilibrado e conseguimos conquistar o campeonato. Eu estou muito feliz, porque o grupo é maravilhoso. Quero agradecer a estrutura e recepção do Mackenzie que foi perfeita, só tenho elogios. O clube procurou fazer o melhor para receber o nosso time e todas as delegações”, comemorou o técnico Marco Antônio de Carvalho.

Na disputa pelo terceiro lugar, o time do Círculo Militar do Paraná venceu o Flamengo e ficou com o bronze. As meninas do Mackenzie também fizeram bonito, se classificaram para as quartas de final e ficaram entre os seis melhores clubes do país.

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A grande novidade do Campeonato Brasileiro Interclubes 2018 foi a tecnologia Video Check, pela primeira vez usada em uma competição nacional da categoria de base.

Com o suporte de 15 câmeras espalhadas pelo ginásio do clube, o Desafio ajudou os árbitros esclarecerem jogadas duvidosas. “Além de auxiliar a arbitragem e equipes durante a realização das partidas, dando um caráter técnico mais justo, o Video Check também é uma ótima ferramenta de entretenimento. Cada decisão do vídeo é tomada de suspense e expectativa, crescendo ainda mais o interesse das pessoas pela modalidade”, explicou o presidente da Federação Mineira de Vôlei, Tomás Mendes.

Para o técnico do Flamengo, Abel Martins, o Desafio foi uma nova experiência na carreira: “pra mim é uma novidade. Eu nunca tinha trabalhado com o Video Check, agora quero estudar mais sobre isso para saber os melhores momentos para solicitá-lo”.

A treinadora do Praia Clube, Mirtes França, que ganhou a competição em 2017, disse que o clube superou as expectativas na organização e, além de elogiar a tecnologia, lembrou da importância do Campeonato Brasileiro para a formação de uma futura geração para a o voleibol: “temos que agradecer ao Mackenzie por conseguir nos proporcionar um campeonato desse nível, porque nossa base está sendo relegada, deixada de lado. A seleção brasileira não tem mais renovação. Ficou em sétimo lugar no mundial. O time da China tem 5 meninas de 16 a 22 anos. O time da Rússia, 5 meninas na faixa dos 18 a 22 anos. E o time do Brasil mantendo uma geração que acabou, atletas com 30 anos. Então tem que ter renovação e a renovação começa aqui, no CBI! Então a gente tem que exaltar isso aqui e dar apoio”.

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